Exportações cresceram 12,1% nos primeiros sete meses de 2026, enquanto importações recuaram 6,8%; Estados Unidos lideram entre os destinos dos produtos da região.
A região de Rio Claro fechou os primeiros sete meses de 2026 com um resultado positivo expressivo na balança comercial. Entre janeiro e julho, as exportações chegaram a US$ 510,8 milhões, enquanto as importações somaram US$ 240,9 milhões, garantindo um superávit de US$ 269,9 milhões.
Os números fazem parte de um levantamento do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), elaborado com base nos dados das regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
O desempenho das exportações chama atenção pelo crescimento de 12,1% em relação ao mesmo período de 2025. Na outra ponta, as importações apresentaram queda de 6,8%, contribuindo para ampliar a diferença entre o que a região vende e o que compra do exterior.
Veículos, óleos e produtos cerâmicos estão entre os principais produtos
A pauta de exportações da região mostra a presença de diferentes segmentos da indústria. Veículos automóveis e tratores responderam por 21% das vendas externas, seguidos por gorduras e óleos animais ou vegetais, com 18%, e produtos cerâmicos, que representaram 11,3%.
Já entre os produtos importados, o destaque ficou para máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, responsáveis por 26% das compras. Na sequência aparecem plásticos e suas obras, com 11,4%, e produtos químicos orgânicos, com 7,5%.
Estados Unidos são o principal mercado
Os Estados Unidos foram o principal destino dos produtos exportados pela região de Rio Claro, concentrando 24,1% das vendas. A Argentina, com 12,6%, e a Colômbia, com 5,5%, aparecem na sequência.
Do lado das importações, a China foi a principal origem dos produtos adquiridos pela região, com 32,8% do total. Os Estados Unidos responderam por 14,6%, enquanto a Itália aparece com 5,8%.
Para o presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Fiesp, Rafael Cervone, os números reforçam o potencial da indústria paulista para ampliar sua participação no mercado internacional, especialmente com produtos de maior valor agregado.
São Paulo também movimentou bilhões no comércio exterior
No Estado de São Paulo, as exportações somaram US$ 45,84 bilhões entre janeiro e julho de 2026, crescimento de 5,5% sobre os US$ 43,43 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
As importações também avançaram, passando de US$ 50,28 bilhões para US$ 52,94 bilhões, alta de 5,3%.
Com isso, a corrente de comércio paulista alcançou US$ 98,78 bilhões, crescimento de 5,4%. Apesar do forte volume movimentado, o Estado terminou o período com déficit comercial de US$ 7,10 bilhões.





