Servidor dedicado, advogado e defensor do terceiro setor deixa legado de compromisso público e amor à cidade.
Rio Claro amanheceu mais silenciosa nesta semana com a partida de José Carlos Philadelpho Machado, aos 81 anos, carinhosamente conhecido como “Fuinha” entre amigos e familiares, e como “Machadinho” por toda a comunidade rio-clarense.
Figura respeitada e admirada, Machadinho construiu uma trajetória marcada pela dedicação ao serviço público. Ao longo de décadas, atuou com zelo e compromisso na Câmara Municipal de Rio Claro, atravessando diferentes gestões sempre com o mesmo propósito: servir com seriedade e responsabilidade à Casa de Leis e ao Legislativo Municipal.
Sua presença firme, porém sempre gentil, fez dele uma referência para colegas de trabalho e também para profissionais da comunicação. Ainda na década de 1980, quando iniciei no jornalisto ele era reconhecido como um servidor comprometido, que entendia a importância de sua função para o bom andamento da vida pública.
Após sua aposentadoria, longe de se afastar da vida ativa, José Carlos Philadelpho Machado seguiu contribuindo com a cidade de forma voluntária. No Arquivo Público e Histórico de Rio Claro, dedicou seu tempo à preservação da memória local, ajudando a identificar personalidades, eventos e lugares por meio de fotografias antigas.
Com olhar atento e uma lupa nas mãos, demonstrava não apenas paciência, mas um profundo respeito pela história. Em apenas dois dias, identificou mais de 50 pessoas em registros históricos, colaborando significativamente para a construção da memória rio-clarense. Em 2019, passou a integrar o Conselho Superior do Arquivo Público e Histórico do Município “Oscar de Arruda Penteado”.
Machadinho também se destacou pelo envolvimento com causas sociais, atuando como voluntário e incentivador do terceiro setor em Rio Claro, sempre acreditando na força da solidariedade e no trabalho coletivo para transformar vidas.
Na vida pessoal, construiu uma família sólida e cheia de afeto. Era casado com a senhora Irani de Jesus da Silveira e deixa os filhos Bárbara, Daniela (casada com Luiz Carlos) e Carlos Augusto (casado com Camila), além de quatro netos.
Em meio à dor da despedida, a filha Bárbara expressou, em palavras carregadas de amor, a essência do pai que se despede:
“Meu pai soube reunir todos os princípios que alguém pode ter. Mais do que pai, ele foi tudo: cuidador, conselheiro e, acima de tudo, meu grande amigo. Sabe de uma coisa, amiga? Eu nunca imaginei minha vida sem ele. Eu o amo infinitamente e vou guardar para sempre essa lembrança de companheirismo que ele deixou em mim.”
Sua partida deixa saudades, mas também um sentimento profundo de gratidão.
O sepultamento será realizado nesta terça-feira, dia 17, às 16 horas, saindo o féretro do Memorial Cidade Jardim para o cemitério Memorial Cidade Jardim, em Rio Claro.





