Festival nacional de MPB foi realizado entre quinta-feira a sábado no Centro Cultural.
“Verniz da Ilusão”, composição de Isa Lima e Narciso Trevilatto, e “Tempo de Criança”, de Ana Luiza e Thomas Howard, foram as músicas vencedoras do primeiro Festival Canta Rio Claro, encerrado sábado no teatro do Centro Cultural “Roberto Palmari”.

“Todos os concorrentes participaram com brilho do festival, em três dias de celebração do talento, da arte e da boa música”, comenta a secretária de Cultura, Natháli Spatti, destacando que Rio Claro, terra de artistas como Dalva de Oliveira e Dom Salvador, tem importante tradição musical e merece retornar ao circuito dos festivais nacionais de música.
O Canta Rio Claro, que foi encerrado com show de Roberta Campos, teve duas finais. “Verniz da Ilusão” foi a primeira colocada entre as composições dos seis finalistas de Rio Claro. “Tempo de Criança”, da cidade de São Paulo, venceu entre as seis composições finalistas dos demais municípios brasileiros. Mais de 200 músicas, de 11 estados, foram inscritas no festival.

As outras músicas premiadas de compositores de Rio Claro foram “Avatares de Emoções”, de Gil Valente e Carolina Bertolini, em segundo lugar, e “Além”, de Mel Ferreira e Muchicos, em terceiro. Dos demais municípios, a segunda e terceira colocações ficaram com “Água que Voa”, de Ju Almeida e Vytória Rudan, do Rio de Janeiro, e “Ensolarada”, de Zeca Barreto, de São José do Rio Preto.
O júri, formado pela cantora e compositora Pa Moreno, pelo secretário de Educação e Cultura de Americana, Vinícius Ghizini, e pelo baterista, professor de teoria musical e oficineiro do MIS (Museu da Imagem e do Som), Anderson Zeule, também definiu os vencedores de outras categorias em disputa no festival.

A vencedora de melhor letra foi a música “Foi Assim”, (letra de Altay Veloso, defendida por Zé Alexandre, de São Paulo). O melhor arranjo foi o da canção “Estrada” (Ruthe Gloria, São Paulo). Jéssica Stephens, de São José do Rio Preto, foi consagrada melhor intérprete pela música “Ensolarada”. E “Levanta, Levanta”, de Davi Selingardi, defendida por Davi Voltare, de Rio Claro, garantiu a melhor torcida.
“O saldo do festival foi extremamente positivo para Rio Claro, tanto pela participação de músicos profissionais vindos de várias cidades, quanto pela excepcional qualidade dos compositores e intérpretes locais”, comenta o diretor artístico do festival, Farid Zaine. Secretário adjunto de Cultura de Rio Claro, Zaine foi o apresentador do festival e conduziu homenagem ao cantor e compositor Joel Damasceno, que atuou por muitos anos na área cultural do município e foi integrante do grupo musical Alento. Damasceno faleceu na sexta-feira, 15 de maio.
Realizado pela prefeitura de Rio Claro por intermédio da Secretaria de Cultura, o festival Canta Rio Claro teve apoio do Sesc Piracicaba e Sincomércio.





