Ritmista da Ritmo Alvinegro não resistiu aos ferimentos sofridos no acidente que também matou o mestre de bateria Mário Gabriel, o Marinho; corpo do sambista foi sepultado na quinta-feira (13).
O que já era uma tragédia para o Carnaval de Rio Claro ganhou um desfecho ainda mais doloroso. Jéssica Timóteo da Silva, de 24 anos, morreu após não resistir aos graves ferimentos sofridos no acidente de motocicleta que também vitimou Mário Gabriel Moreira dos Santos, o Marinho, de 26 anos.
A confirmação foi divulgada pelo G.R.C.B.E.S. Ritmo Alvinegro, escola de samba da qual Jéssica também fazia parte como ritmista.
Jéssica permaneceu internada sob cuidados médicos desde o acidente, ocorrido na madrugada de quarta-feira (12), na Avenida Visconde do Rio Claro. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu e morreu.
No mesmo acidente, Marinho, que era mestre de bateria da Ritmo Alvinegro, morreu ainda no local após a motocicleta Honda XRE 300 que conduzia atingir um poste de iluminação pública.
Jéssica estava na garupa da motocicleta e foi socorrida em estado grave. Ela sofreu ferimentos na perna direita, além de diversas escoriações pelo corpo. Encaminhada para atendimento hospitalar, chegou a ser entubada e permaneceu internada.
Agora, a notícia de sua morte transforma a ocorrência em uma dupla tragédia que atinge diretamente o coração do Carnaval de Rio Claro.
Duas vidas ligadas pelo samba
Jéssica não era apenas a passageira daquela motocicleta. Ela também fazia parte da família Ritmo Alvinegro.
Em nota publicada nas redes sociais, a escola lamentou profundamente a morte da ritmista e destacou que sua história e sua alegria permanecerão na memória de todos que conviveram com ela.
A escola também prestou solidariedade aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conhecer Jéssica.
A perda acontece poucos dias depois da morte de Marinho, deixando a comunidade do samba de Rio Claro diante de uma situação especialmente dolorosa: em um mesmo acidente, a Ritmo Alvinegro perdeu seu mestre de bateria e uma de suas ritmistas.
O corpo de Mário Gabriel, o Marinho, foi sepultado na última quinta-feira (13), no Memorial das Palmeiras, em Rio Claro. Familiares, amigos e integrantes do Carnaval acompanharam a despedida do sambista, marcada pela tristeza de quem perdeu um jovem que tinha no samba uma de suas grandes paixões.
Acidente segue sob investigação
O acidente aconteceu por volta das 0h42, na Avenida Visconde do Rio Claro, entre as Ruas 9 e 10.
Segundo os primeiros levantamentos, Marinho seguia no sentido Lago Azul quando, ao passar por uma pequena curva, teria tocado o meio-fio e perdido o controle da motocicleta. O veículo acabou atingindo um poste de iluminação pública.
A perícia foi realizada no local e câmeras existentes em imóveis próximos poderão auxiliar na reconstrução da dinâmica do acidente.
Com a morte de Jéssica, o acidente passa a contabilizar duas vítimas fatais.
Para o Carnaval de Rio Claro, fica agora um silêncio ainda maior. A bateria perdeu seu mestre. A Ritmo Alvinegro perdeu uma ritmista. E duas famílias perderam pessoas que, até poucos dias atrás, tinham toda uma história pela frente.
Marinho e Jéssica agora deixam de ocupar apenas as páginas da ocorrência policial e passam a ocupar um espaço definitivo na memória do samba de Rio Claro.





