Ação integrada entre Polícia Militar, Polícia Civil e GAECO cumpre 40 mandados de busca e apreensão e investiga organização criminosa que inflava índices de criminalidade na região.
Uma ação integrada das forças de segurança do Estado de São Paulo resultou no desencadeamento da Operação Fictus, destinada a desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes bancárias e na falsa comunicação de crimes. A operação é conduzida pela Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9), em conjunto com a Polícia Civil, através do Departamento de Polícia Judiciária do Interior – 9 (DEINTER 9), contando ainda com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Piracicaba.
Ao todo, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo das Garantias de Piracicaba, com o objetivo de reunir provas e identificar os integrantes do esquema criminoso.
De acordo com as investigações, os suspeitos atuavam mediante o registro deliberado de ocorrências policiais falsas, especialmente de roubos que, na realidade, nunca aconteceram. Após a formalização desses boletins fraudulentos, os investigados contestavam transferências realizadas via sistema PIX, solicitando o estorno dos valores junto às instituições financeiras, configurando um sofisticado golpe de estelionato.
Além dos prejuízos financeiros às instituições bancárias, a prática criminosa gerava impactos diretos na segurança pública, uma vez que contribuía para o aumento artificial dos índices de criminalidade. Essa distorção comprometia o planejamento operacional da Polícia Militar, direcionando o policiamento ostensivo para áreas onde os crimes não ocorreram, em detrimento de regiões que realmente necessitavam de maior presença policial.
As investigações apuram, entre outros delitos, os crimes de falsa comunicação de crime e estelionato, sem prejuízo de outras tipificações que possam ser identificadas no decorrer do inquérito.
As forças de segurança destacaram a importância da atuação integrada no enfrentamento ao crime organizado e reforçaram o alerta à população de que o registro de ocorrências falsas constitui crime, causando sérios prejuízos à eficiência do serviço público e à correta aplicação dos recursos destinados à segurança.
A Operação Fictus segue em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.





