Decisão foi tomada durante audiência de custódia; jovem de 21 anos morreu após cair de aproximadamente 40 metros durante atividade de rope jumping realizada entre Limeira e Cordeirópolis.
A Justiça decidiu manter presos os três homens investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida na manhã de sábado (13), durante uma atividade de rope jumping realizada na Ponte do Esqueleto, estrutura localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada neste domingo (14), quando a prisão em flagrante dos investigados foi convertida em prisão preventiva. Com isso, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra permanecerão à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.
O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens que registraram os instantes que antecederam o acidente. Segundo a apuração da Polícia Civil, Maria Eduarda participou da atividade acreditando estar devidamente equipada para o salto. No entanto, uma falha no procedimento de segurança teria impedido a conexão do equipamento responsável por conter a queda.
A jovem despencou de uma altura estimada em cerca de 40 metros. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas a morte foi constatada ainda no local.
Testemunhas relataram aos investigadores que a conferência dos equipamentos, considerada uma etapa fundamental da atividade, não teria sido realizada adequadamente antes do salto. A investigação aponta que o sistema de segurança que deveria estar conectado à participante não foi utilizado.
Durante os depoimentos prestados à Polícia Civil, os três investigados afirmaram não conseguir explicar como ocorreu a falha. A autoridade policial responsável pelo caso informou que os envolvidos apresentaram versões confusas sobre os procedimentos adotados momentos antes do acidente.
Enquanto a investigação avança, o episódio reacende o debate sobre a realização de atividades radicais em áreas sem controle permanente e sobre os protocolos de segurança adotados por grupos que promovem esse tipo de evento.
Repercussão internacional
A tragédia também ultrapassou as fronteiras brasileiras e passou a ser noticiada por veículos de comunicação de outros países. Jornais e portais internacionais destacaram as circunstâncias do acidente ocorrido na Ponte do Esqueleto, chamando atenção para a falha operacional apontada pelas autoridades brasileiras.
A ampla repercussão aumentou a comoção em torno do caso e colocou em evidência a necessidade de investigações detalhadas para esclarecer todas as responsabilidades relacionadas ao acidente que tirou a vida da jovem paulista.





