Mostra “Colcha de Retalhos” ´poderá ser visitada até o próximo dia 27.
O Museu Histórico de Rio Claro recebe a partir de sexta-feira (6) a exposição de cerâmica artística “Colcha de Retalhos”. Com entrada gratuita, a abertura da mostra será às 19h30 e é oportunidade do público rio-clarense conhecer o trabalho de seis ceramistas do estado de São Paulo, integrantes do coletivo InVento, que organiza a atividade com apoio da prefeitura.
“Será uma bela oportunidade de o público rio-clarense apreciar trabalhos de grande beleza criados em cerâmica, e também fazer reflexões a partir da rica abordagem dos artistas reunidos nessa mostra”, comenta a Secretária de Cultura, Nathália Spatti. A exposição poderá ser visitada no Museu Histórico até o próximo dia 27, de segunda a sexta-feira das 9 às 17 horas.
Com o propósito de revelar a riqueza das técnicas cerâmicas e a diversidade poética de seus integrantes, a exposição reúne trabalhos de seis ceramistas de diferentes regiões do estado de São Paulo: Fabio Cristofoletti e Josi Lazarini de Rio Claro, Ana Paladino, Fernando Gevartosky e Silmara Benetton de Piracicaba, e Vera Simonetti de Sorocaba. A curadoria é de Odair Jorge Demarchi, de Piracicaba.
De acordo com o grupo, cada artista mergulhou em suas memórias afetivas para resgatar a imagem simbólica da colcha de retalhos e contribuiu com fragmentos para a construção dessa obra coletiva. O resultado é um conjunto que reflete tanto as individualidades quanto a potência do todo. É justamente nessa costura de singularidades que a força da obra se estabelece.
Os integrantes do InVento explicam que o tema “Colcha de Retalhos” dialoga diretamente com a história e o espírito do grupo, fundado em Piracicaba, em 2013. Desde sua criação, o coletivo se mantém de forma independente, sustentado pela colaboração, criatividade e pelo impulso artístico de seus integrantes. “A colcha, assim, torna-se símbolo da própria história do grupo: feita de fragmentos singulares, unidos pela mesma matéria-prima — o barro”, explicam.
Além da obra coletiva que dá nome à exposição, cada artista desafiou-se a produzir uma peça individual, de tema livre, utilizando a mesma técnica presente em seus fragmentos da colcha. O resultado apresenta pesquisas poéticas diversas: algumas peças são marcadas pelo intimismo e pela autobiografia, enquanto outras abordam temas mais universais — como a mitologia grega e a diversidade botânica — ou sociais, como a realidade de refugiados.
O Museu Histórico “Amador Bueno da Veiga” fica na Avenida 2, esquina com a Rua 7, Centro.





