Brotas tem quarta operação contra o tráfico na semana; ação da Polícia Civil, com apoio da Guarda Municipal, apreendeu cocaína, crack, haxixe, maconha, dinheiro e materiais usados no preparo e fracionamento dos entorpecentes.
A semana terminou com mais uma baixa para o tráfico de drogas em Brotas. Nesta sexta-feira (21), a Polícia Civil realizou a quarta operação de combate ao comércio de entorpecentes no município somente nesta semana, em uma ação que contou com o apoio da Guarda Municipal.
O resultado foi expressivo: quatro homens foram presos em flagrante e uma grande quantidade de drogas foi retirada de circulação.
A operação teve como alvo um imóvel localizado na Rua Jarbas Almeida Simões, que vinha sendo monitorado pelos investigadores dentro de uma apuração sobre possível armazenamento, preparação e distribuição de drogas.
Segundo a Polícia Civil, durante o acompanhamento do local, os agentes teriam observado movimentações consideradas compatíveis com o tráfico. Em determinado momento, um dos investigados teria escondido uma bolsa contendo drogas no telhado da residência, enquanto outro teria ocultado parte do material sob uma pedra, em um terreno ao lado.
A investigação também apontou que outro suspeito estaria preparando porções de entorpecentes, com auxílio de um quarto envolvido.
Quando três dos investigados deixaram o imóvel em um Ford Fiesta Sedan prata, os policiais realizaram a abordagem na Rua Ângelo Dalla Dea, cruzamento com a Avenida Mario Pinotti. Nenhuma droga foi encontrada diretamente com eles, mas um dos homens carregava R$ 64 em dinheiro.
Enquanto isso, outra equipe permaneceu na residência e realizou as buscas.
E foi aí que o cenário começou a ficar bem menos parecido com uma simples fiscalização e muito mais parecido com um verdadeiro “estoque” do tráfico.
Um verdadeiro arsenal de entorpecentes
Durante as buscas, os policiais localizaram:
189 frascos contendo cocaína;
aproximadamente 205 gramas de cocaína a granel;
195 pedras de crack;
um tijolo de crack com aproximadamente 1,055 quilo;
uma pedra de crack de aproximadamente 160 gramas;
cerca de 40 gramas de crack em um pote;
quatro grandes porções de haxixe, totalizando aproximadamente 600 gramas;
uma pequena porção de maconha;
balança de precisão;
eppendorfs;
frascos vazios;
diversos sacos plásticos;
maquininha de cartão;
aparelhos celulares;
R$ 1.064 em dinheiro;
além do veículo Ford Fiesta.
Com tamanha variedade, aparentemente havia opção para quase todo tipo de “cliente” do comércio ilegal. Mas, desta vez, quem passou no caixa foram os policiais — e a conta terminou em quatro prisões.
Divisão de tarefas
De acordo com a investigação, os elementos reunidos durante o monitoramento indicam que os quatro suspeitos atuariam de maneira conjunta, com uma aparente divisão de tarefas entre preparação, armazenamento, ocultação e fracionamento das drogas.
Todos foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Brotas. Durante os interrogatórios, foram informados sobre seus direitos constitucionais e optaram por permanecer em silêncio. Um dos envolvidos informou estar acompanhado de advogada.
Após analisar o material apresentado, a Autoridade Policial ratificou as prisões em flagrante.
Embora os quatro sejam primários, a Polícia Civil representou pela conversão das prisões em preventivas, considerando a quantidade e variedade dos entorpecentes apreendidos e os indícios de atuação conjunta e organizada.
A decisão sobre a manutenção das prisões agora cabe ao Poder Judiciário.
Quarta operação em apenas uma semana
A ocorrência chama atenção também pela sequência de ações. Esta foi a quarta operação realizada pela Polícia Civil de Brotas contra o tráfico de drogas somente nesta semana.
As imagens e vídeos obtidos durante o monitoramento deverão ser anexados aos autos da investigação e poderão auxiliar no prosseguimento das apurações.
No balanço desta sexta-feira, o tráfico perdeu quatro suspeitos, uma boa quantidade de drogas e ainda viu seu “estoque” ser descoberto. Em Brotas, pelo menos nesta semana, a mensagem das forças de segurança parece estar bem clara: quem insiste em transformar a cidade em ponto de distribuição de drogas pode acabar recebendo a visita — nada agradável — da polícia.





