Ação da DIG mobiliza forças da Polícia Civil, bloqueia mais de R$ 13 milhões e apreende veículos de luxo, incluindo Porsche.
Uma ampla operação da Polícia Civil do Estado de São Paulo, coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Claro, resultou na desarticulação de um sofisticado esquema criminoso envolvendo jogos de azar on-line, comércio ilegal de medicamentos e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de “Dupla Face”, foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (19), com o cumprimento de mandados em cinco endereços distintos.
Com apoio de equipes da DISE, CPJ e DDM, as investigações apontaram que o grupo utilizava redes sociais para atrair vítimas por meio da divulgação de plataformas ilegais de apostas, incluindo o conhecido “jogo do tigrinho”. Os suspeitos prometiam lucros fáceis, exibindo uma falsa ostentação de riqueza e resultados manipulados para dar aparência de legalidade às atividades ilícitas.
Além disso, foi constatada a comercialização irregular de medicamentos de uso controlado, como as chamadas “canetas emagrecedoras”, sem qualquer autorização dos órgãos competentes. A organização também atuava na ocultação e dissimulação de valores obtidos ilegalmente, caracterizando crimes de lavagem de dinheiro.
As apurações revelaram uma estrutura bem definida dentro do grupo, com divisão de tarefas que incluía captação de clientes, promoção digital, logística de vendas e gerenciamento financeiro. A movimentação identificada ultrapassa R$ 13 milhões, valor incompatível com a renda oficialmente declarada pelos investigados.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 13,7 milhões em ativos financeiros, além do sequestro de dois imóveis e três veículos de alto padrão, entre eles modelos das marcas Porsche e Mercedes-Benz. Um veículo Porsche, pertencente a uma das investigadas, foi apreendido no decorrer das diligências.
Também houve prisão em flagrante por crime previsto no artigo 273 do Código Penal, após a apreensão de oito ampolas de tirzepatida, substância de uso controlado.
As ações visam interromper as atividades criminosas, fortalecer a produção de provas e garantir a recuperação de valores obtidos de forma ilícita. Os envolvidos poderão responder por associação criminosa, exploração de jogos de azar, crimes contra as relações de consumo, comércio ilegal de medicamentos e lavagem de dinheiro.





