Foto: Divulgação/Rio Claro
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Uma cidade do interior do estado de São Paulo, com pouco mais de 200 mil habitantes e uma história gigante no basquete brasileiro. Essa é Rio Claro. São cinco títulos paulistas, dois brasileiros, um sul-americano e um pan-americano no currículo, além de grandes ídolos como Zé Boquinha, Paulinho Villas Boas e Josuel.

Fora tudo isso, outro fator merece ser destacado: a paixão dos torcedores. Não importa o momento ou a situação do time, os jogos do Renata/Rio Claro em casa sempre contarão com a torcida local empurrando sua equipe e dificultando a vida dos adversários. Isso desde os anos 80 até os dias de hoje.

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De volta ao NBB CAIXA depois de três temporadas (a última participação havia sido em 2015/2016), o Leão do interior paulista aposta na força de jogar em casa, no Ginásio Felipe Karam, para conseguir uma boa campanha no segundo turno da competição. Nesta sexta-feira (24/01), a equipe fará a segunda das nove partidas restantes com o apoio dos torcedores, diante do São José Basketball, às 20 horas, com transmissão ao vivo no DAZN.

“Está sendo uma experiência incrível jogar em Rio Claro e sentir a energia dessa torcida em nossos jogos. É de arrepiar quando o ginásio inflama e a torcida vem com a gente. Estou me sentindo em casa, fui bem recebido desde que cheguei. Além das ‘obrigações de uma atleta profissional’, representar essa cidade e essa torcida é uma das motivações que me faz levantar todos os dias e dar o meu melhor”, afirmou o pivô Gerson, um dos destaques da equipe no NBB CAIXA.

O escolhido para comandar a equipe nesse retorno à elite do basquete brasileiro foi uma figura já conhecida da cidade: o ex-armador Fernando Penna. Como jogador, ele atuou em três temporadas pelo time, as primeiras em 2005 e 2006 e última delas no NBB CAIXA 2015/2016.

Depois disso, com o fim da carreira profissional, Penna fez parte da comissão técnica de Helinho Garcia no Sesi Franca Basquete, até ser contratado pelo Rio Claro. O treinador falou sobre essa escolha, que pode ter sido facilitada pelo seu histórico na cidade e a experiência em times com torcidas apaixonadas.

“Quando eles me contrataram, a intenção era de ter um cara que já entendesse esse conceito, o amor pela cidade e a tradição que Rio Claro tem no basquete. Então, por eu já ter trabalhado lá por três temporadas, com essa experiência na bagagem, também pelo meu histórico de ter passado por Franca, que é uma cidade bem semelhante, ajudou muito. Acho que isso foi predominante para eu ser o escolhido para dirigir uma equipe com o tamanho, peso e tradição como a de Rio Claro”, afirmou Penna.

Depois de um começo irregular, o Leão conseguiu embalar bons resultados na competição e dar um salto na tabela de classificação. Atualmente na 10ª colocação, a equipe do interior de São Paulo venceu quatro dos últimos seis jogos disputados, com direito a triunfos sobre os poderosos Franca e São Paulo FC (dentro de casa).

“Tivemos alguns problemas, como chegadas e saídas durante a temporada, mas a cidade já entendeu o projeto. Temos um time aguerrido que vai incomodar muita gente, principalmente contando com o apoio deles, que para nós é primordial. Teremos nove jogos em casa nesse segundo turno, um já foi e ganhamos, então temos plenas condições de fazer uma bela campanha ao lado do nosso torcedor que lota o ginásio e nos apoia nesse momento de reconstrução do basquete de Rio Claro”, completou Fernando Penna.

Em seu segundo ano no basquete brasileiro, o argentino Fabián Sahdi passou grande parte de sua carreira como jogador em seu país de origem. Lá, as torcidas são conhecidas pela paixão incansável aos times, servindo de inspiração para torcedores de todo o mundo.

Quando perguntado sobre uma possível relação entre as torcidas argentinas e a de Rio Claro no quesito amor e entrega ao time, o jogador disse ser uma comparação válida.

“(A comparação) é válida, sim. Os torcedores vivem muito os jogos, e para a gente é fundamental sentir esse apoio. No começo os resultados não acompanharam, mas esperamos que em 2020 a gente possa virar essa chavinha e tentar conseguir ganhar a maior quantidade de jogos possíveis. Acho que se os torcedores e o time estiverem na mesma sintonia será um plus para nós no momento de jogar e uma dificuldade para o outro time”, disse o armador argentino.

Ações nas partidas e resgate do passado

Para deixar a experiência dos torcedores mais agradável e atrativa, o Renata/Rio Claro conta com uma equipe focada na promoção dos jogos e no engajamento nas redes sociais. Quem comanda isso é Pedro Bombonatti, um dos sócios da agência Old Coach, que possui experiência no basquete brasileiro e conta com grandes clientes como o Paulistano/Corpore e figuras como Guilherme Giovannoni, Ricardo Fischer e Arthur Pecos.

Essa parceria começou há quase cinco anos, com a equipe do interior sendo a primeira cliente do grupo. E para começar bem esse trabalho, nada melhor do que uma pesquisa para conhecer melhor o contexto e a situação do basquete na cidade, para depois colocar em prática as ideias.

“Quando começamos o trabalho fizemos uma pesquisa para entender a relação dos torcedores com o time, da cidade com o time, o que os torcedores gostavam ou não nos eventos para a partir daí traçar uma estratégia de comunicação bem definida pro time, que tivesse a cara de Rio Claro. O conceito principal que levamos para Rio Claro é o ‘Protegidos pela Tradição’, independente do que aconteça, dos problemas que passe, a tradição sempre segura o basquete da cidade. Temos também os conceitos de apoio, que são o ‘Ruge Forte’, relacionado a conquistas, e o ‘Em Bando Somos Mais Fortes’, usado para falarmos da torcida e do jogo coletivo”, afirmou Pedro Bombonatti.

As ações durante os jogos também são bem exploradas pelo clube, com a criação de um Food Park para os torcedores desfrutarem no pré e pós-jogo, além das atividades no ginásio, com as tradicionais brincadeiras de arremessos, luzes nos celulares e ativações dos patrocinadores. Tudo isso liderado pelo mascote do time, o leão Leônidas, que inclusive possui sua própria rede social (@leao_leonidas).

O resultado dessas atividades vem sendo positivo, com uma média de quase 1.000 torcedores presentes por partida, número que coloca a equipe na oitava colocação do ranking de público. A última partida da equipe em casa, contra o São Paulo FC, foi a que recebeu mais gente, com 1.684 presentes e um índice de 76,5% do Ginásio Felipe Karam ocupado.

Outro fator que não poderia ser esquecido é o resgate da rica história de Rio Claro no basquete brasileiro. Para isso, diversas homenagens a ex-jogadores e treinadores já aconteceram, além das lembranças de conquistas importantes da equipe, como o título sul-americano de 1995.

“Outra coisa que fazemos bastante é o resgate da memória. Já homenageamos o Zé Boquinha, o Eric Tatu, o próprio Fernando Penna, enfim, uma série de homenagens para jogadores e técnicos relevantes que passaram pelo time. É uma coisa que a torcida e a cidade valorizam muito. Também fizemos um selo comemorativo quando completou 25 anos do título sul-americano. O resgate ao passado de Rio Claro é algo que dá muito orgulho para a cidade”, disse Pedro.

Para fechar, a importância de ter Rio Claro sendo representada na maior competição do basquete brasileiro é enorme. Uma cidade e um time que já fizeram tanto pelo esporte da bola laranja no Brasil merecem sempre estar nos holofotes da modalidade do país. Ruge forte, Leão! Sua tradição serve de exemplo!

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), com chancela da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), em parceria com a NBA, e conta com os patrocínios oficiais da CAIXA, Budweiser, Unisal, INFRAERO, Nike, Penalty, Plastubos e os apoios do Açúcar Guarani e Pátria Amada Brasil – Governo Federal.

Fonte: NBB

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