Os dados do paciente não foram divulgados. Região soma 8 casos da doença em 4 cidades.
Rio Claro (SP) confirmou o terceiro caso de varíola dos macacos (Monkeypox), na sexta-feira (19). Os três casos são de homens adultos.
O primeiro paciente foi confirmado em julho e já está recuperado. Os outros dois casos tiveram confirmação em agosto e estão bem e em isolamento, segundo informações da Fundação Municipal de Saúde.
Com a confirmação de mais esses dois casos sobe para oito o número de infectados pela Monkeypox na região. Os outros casos estão em:
São Carlos tem dois casos: um homem de 34 anos e em outro de 48 anos
Araras registrou o caso em um homem de 30 anos
Descalvado confirmou a doença em homem de 34 anos
Matão não divulgou os dados do paciente
Quais os sintomas da varíola dos macacos?

Células com a varíola dos macacos — Foto: Imagem de arquivo – JN
O vírus da Monkeypox faz parte da mesma família da varíola e o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos.
Os sintomas iniciais costumam ser:
febre
dor de cabeça
dores musculares
dor nas costas
gânglios (linfonodos) inchados
calafrios
exaustão
Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.
As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.
O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada. A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas:
Por contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas;
De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais;
Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
Da mãe para o feto através da placenta;
Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.
Fonte: g1 São Carlos/Araraquara