Maior concentração de vida selvagem no Jardim das Palmeiras requer cuidados adicionais para prevenir propagação da doença.
Após o registro de casos de febre maculosa nas últimas semanas, a Fundação Florestal optou por suspender temporariamente a visitação no Jardim das Palmeiras, situado na Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Feena) em Rio Claro (SP).
Essa medida foi tomada devido à proximidade da cidade com Campinas, onde ocorreram óbitos relacionados à doença, e ao fato de o Jardim das Palmeiras ser a área da unidade que apresenta a maior circulação de fauna silvestre, incluindo capivaras. Os demais setores da Feena permanecerão abertos normalmente.
Não há prazo definido para a reabertura do Jardim das Palmeiras à visitação pública. A Fundação Florestal afirmou que a unidade está monitorando regularmente a presença de capivaras e carrapatos na mata, e até o momento não foram identificados problemas. No entanto, a situação exige precaução adicional.
“Diariamente, os funcionários da unidade realizam rondas nas áreas de visitação pública, principalmente nos gramados, a fim de identificar carrapatos antecipadamente e lidar com situações críticas. Além disso, as áreas de uso público são mantidas limpas, com vegetação baixa, para reduzir a propagação dos carrapatos”, informou a Fundação.
A instituição também faz um alerta aos visitantes para que não interajam com os animais silvestres da unidade, mantendo sempre uma distância segura. A Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância de os moradores e pessoas que se deslocam para áreas de transmissão estarem atentos aos primeiros sinais da doença e procurarem atendimento médico para um tratamento precoce e evitar complicações.
De acordo com o mapa interativo divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, cidades da região são identificadas como áreas de risco de transmissão da febre maculosa. Rio Claro e outras cidades da região estão incluídas nessa classificação.
A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por uma bactéria transmitida pela picada de carrapatos. Ela não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa, e seus sintomas podem ser confund
idos com outras doenças que causam febre alta. Existem duas espécies da bactéria causadora da doença no estado.
No interior do estado, a febre maculosa começou a ser detectada na década de 1980, nas regiões de Campinas, Piracicaba, Assis e áreas periféricas da região metropolitana de São Paulo, bem como no litoral, mas em uma forma mais branda.
Os municípios de Campinas e Piracicaba são atualmente os que apresentam o maior número de casos registrados da doença.
Os principais sintomas da febre maculosa, conforme o Ministério da Saúde, incluem febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés, gangrena nos dedos e orelhas, e paralisia dos membros que se inicia nas pernas e se estende até os pulmões, podendo levar à parada respiratória.
Para prevenir a doença, é recomendado usar roupas claras, calças compridas e colocar um elástico nas barras das calças. Além disso, caso tenha passado por áreas de risco, é importante fazer uma verificação cuidadosa em busca de carrapatos e removê-los imediatamente do corpo.





