Espaços usados para construção de ninhos foram fechados
Diante de relatório produzido pelo Departamento de Fauna da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente relatando a adoção de medidas para interromper a mortandade e ferimentos em andorinhas na unidade de uma empresa de tubos e conexões situada em Rio Claro, a Promotoria de Justiça local promoveu o arquivamento de inquérito que apurava a situação. Vistoria realizada na planta da empresa apontou que houve o fechamento de orifícios na construção e telamento de espaços do telhado anteriormente buscados como locais de pouso e construção de ninhos. Com a adoção dessas medidas, foi informado que houve a redução do avistamento de aves no local, não sendo reportados outros eventos negativos com as aves.
Ao arquivar o procedimento, o promotor de Justiça Gilberto Porto Camargo levou em consideração também o fato de o Departamento de Proteção Animal ter visitado o local, não encontrando evidências de presença de partes metálicas eletrificadas para causarem danos às aves.
O inquérito havia sido instaurado diante de relato de que, com o objetivo de remover andorinhas que tinham entrado em seu prédio, a empresa teria decidido eletrificar as partes metálicas dos locais em que os animais pousavam ou faziam ninhos, a fim de que morressem. A representação direcionada à Promotoria informou ainda que, em decorrência dessa atitude, dezenas de aves mortas tinham sido recolhidas, a ponto de uma caixa d´água vazia com capacidade para 310 litros ficar repleta com os bichos. A Promotoria teve acesso também a um vídeo que mostraria diversos animais mortos ou agonizantes no chão da empresa.
No âmbito do inquérito, a empresa negou a mortandade de aves por choques elétricos, admitindo que tentou acabar com o risco que a presença de andorinhas em seu parque industrial representava à saúde e segurança de seus funcionários aplicando gel repelente, o que teria ocasionado a queda de algumas aves. A empresa informou ainda que a prática já tinha sido interrompida. A justificativa da empresa ficou comprovada pela Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Rio Claro e Polícia Civil.
Fonte: Ministério Público do Estado de São Paulo





