Ex-funcionário é apontado como responsável por esquema sofisticado de estelionato e lavagem de dinheiro contra empresa privada do município
A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Claro, vinculada à Delegacia Seccional de Rio Claro (Deinter 9 – Piracicaba), cumpriu na manhã desta sexta-feira (2) mandados judiciais de busca e apreensão e sequestro de bens no âmbito de uma investigação que apura um esquema milionário de estelionato e lavagem de dinheiro praticado contra uma empresa privada da cidade.
De acordo com o boletim de ocorrência, as investigações apontam que um ex-funcionário da empresa, que exercia a função de analista financeiro, utilizou-se do cargo e da confiança depositada para inserir 228 faturas fraudulentas no sistema de gestão corporativa (ERP), no período entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. As faturas simulavam despesas com fornecedores inexistentes, o que resultou em 53 transferências bancárias ilícitas.
O montante desviado chegou a aproximadamente R$ 2,4 milhões. A apuração técnica realizada pela DIG revelou ainda a utilização de empresas de fachada e contas bancárias de terceiros com o objetivo de ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores, caracterizando típica prática de lavagem de capitais.
Parte expressiva do dinheiro desviado, segundo a Polícia Civil, foi empregada na aquisição de bens em nome do investigado e de sua companheira, patrimônio considerado incompatível com a renda declarada do casal.
Diante do conjunto probatório reunido, a Justiça deferiu o sequestro de bens e ativos financeiros, incluindo um imóvel residencial, dois veículos e o bloqueio judicial de valores mantidos em contas bancárias do investigado e de pessoas jurídicas por ele controladas, até o limite de R$ 2.428.273,00.
As diligências foram realizadas de forma coordenada pela equipe da DIG, assegurando a constrição do patrimônio obtido de maneira ilícita e a preservação de provas para o prosseguimento da investigação criminal.
A ação reforça o trabalho qualificado da Polícia Civil no combate aos crimes econômicos, com foco na responsabilização penal dos envolvidos e na recuperação de ativos, buscando a reparação dos prejuízos causados à empresa vítima.





