Carnaval de Rio Claro (SP) — Foto: Reprodução EPTV
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Prefeitura diz que prioridade da gestão é usar recursos públicos especialmente para a saúde, segurança e educação.

Pelo quarto ano seguido, os integrantes das escolas de samba de Rio Claro (SP) não irão para a avenida desfilar. A decisão da prefeitura em não patrocinar o carnaval tem causado desgosto entre diretores, costureiras e foliões.

Segundo a prefeitura, a prioridade dessa gestão é usar os recursos públicos especialmente para a saúde, segurança e educação, e não para os desfiles das escolas de samba.

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Em vez dos desfiles, a prefeitura informou que, assim como nos últimos três anos, os foliões podem participar do carnaval no Jardim Público, onde disponibiliza infraestrutura, segurança, som, sanitários e iluminação para que as escolas desfilem na cidade.

Saudade

Escolas de samba não vão desfilar em Rio Claro e integrantes reclamam — Foto: Paulo Chiari/EPTV

Na Unidos da Vila Alemã (UVA), o galpão acumula poeira e guarda os troféus que deixaram saudade. Desde que o desfile acabou, o diretor Elder Baungartner tenta manter a tradição do samba com outras atividades.

“Fica bastante difícil para as escolas se manterem. A gente tem feito eventos aqui na quadra e a gente tem mantido nossa samba show, que desse jeito a gente mantem a bateria ativa e a gente agrega as pessoas que querem participar junto”, contou.

Para não deixar o desfile parar, a UVA se programou para fazer parcerias com outras escolas e se apresentar em cidades vizinhas.

“Está previsto para a gente desfilar em Cordeirópolis, onde fomos convidados, e Santa Cruz da Conceição. A gente vai usar toda a estrutura deles, inclusive fantasia e carro alegórico”, contou o presidente da UVA, Aldo Alves de Oliveira.

Alternativa

Escolas de samba vão para outras cidades desfilar — Foto: Paulo Chiari/EPTV

Além da UVA, mais três escolas fizeram história nos desfiles de Rio Claro, que ficou conhecido como um dos mais tradicionais do interior paulista: a Caçamba, a Grassifs, Voz do Morro e a Samuca.

Agora, depois de 17 títulos, no barracão da Samuca, restam só algumas alegorias e carros enferrujados. Mesmo assim, o presidente Leandro Freitas diz que a escola tenta manter a tradição de outro jeito.

“Nós temos uma programação de carnaval em parceria com a escola de samba Pérola Negra, de São Paulo, na qual a gente vai levar três alas, em torno de 240 pessoas, e temos apresentação em clubes e festa da cidade também”, contou.

Renda

Costureiras de escolas de samba reclamam do fim dos desfiles — Foto: Paulo Chiari/EPTV

Mais do que a festa, o cancelamento do desfile também causou prejuízo para o bolso de quem trabalhava na produção do evento. Hoje, a costureira Lucilene Duarte da Silva faz ajustes de roupas pra outros clientes, mas não se esquece dos velhos tempos.

“A gente ficava lá o dia todo, era mais de 500 fantasias que a gente fazia. Lá a gente almoçava, já ficava para o ensaio e ficava direto. ganhava um bom dinheirinho de um renda que hoje em dia não tem mais”, disse.

Fonte: G1 São Carlos e Araraquara

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