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Rota do diamante: quadrilha investigada por contrabando atua em países europeus, africanos e asiáticos; entenda o esquema

Pedras preciosas eram transportadas de RO, MT e MG para SP e PR, antes de envio ao exterior, diz Polícia Federal. Operação prendeu cinco pessoas, quatro no Brasil e uma nos EUA, e cumpriu 38 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Piracicaba, em vários estados.

A organização criminosa desvendada pela Polícia Federal de Piracicaba (SP) que movimentou cerca de R$ 30 milhões com o contrabando de diamantes brutos e ouro atuava em países dos continentes europeu, africano e até asiático. A informação foi divulgada pela PF em coletiva de imprensa no início da tarde desta quarta-feira (26).

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Pela manhã, a instituição prendeu quatro pessoas no Brasil, sendo duas em Piracicaba, uma em São Paulo e outra no Distrito Federal. Uma quinta pessoa foi presa nos Estados Unidos e há um investigado na Inglaterra. Foram cumpridos, ainda, 38 mandados de busca e apreensão.

Segundo Henrique Souza Guimarães, delegado responsável pela investigação, os diamantes eram provenientes dos estados de Rondônia, Mato Grosso e Minas Gerais e levados em voos domésticos para São Paulo e Paraná.

A Polícia Federal já obteve provas de que, a partir disso, as pedras eram enviadas para países como Turquia, Bélgica, Estados Unidos e Coreia do Sul. Além disso, ainda de acordo com a instituição, também há indícios, pendentes de comprovação, de envios para Espanha, França, Itália, Suíça, China, Singapura, Gana, entre outros.

“Os diamantes eram direcionados para intermediários. Grande parte ia para os Emirados Árabes, e outra parte para Bélgica. Conseguimos identificar inclusive a empresa. Foi identificado quem seriam os receptores desses diamantes”, disse Guimarães.
Segundo o delegado, a organização atuava na África do Sul para obter certificados falsificados dos diamantes, o que possibilitaria fazer a comercialização dos diamantes na Europa.

Pedras e joias apreendidas em operação da PF contra comércio ilegal — Foto: Divulgação/Polícia Federal de Piracicaba

Ações da PF

Além das prisões, foram cumpridos também 38 mandados de busca e apreensão nas cidades abaixo:

Barueri (SP)
Bom Jesus dos Perdões (SP)
Bragança Paulista (SP)
Claudio (MG)
Corumbá (MS)
Cuiabá (MT) – 2 mandados
Distrito Federal – 2 mandados
Guarulhos (SP)
Ibiporã (PR)
Indaiatuba (SP)
Iracemápolis (SP)
Juína (MT) – 2 mandados
Limeira (SP)
Maringá (PR)
Ouro Preto (MG) – 2 mandados
Piracicaba (SP) – 6 mandados
Rondonópolis (MT)
Saltinho (SP) – 2 mandados
Salto (SP)
São Paulo (SP) – 6 mandados
Em Piracicaba, parte das apreensões foi feita em um condomínio de alto padrão. No local foram encontrados relógios, pedras preciosas, documentos e equipamentos para verificação de joias.

 

Arma e joias apreendidas em operação da PF contra comércio ilegal de ouro — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Também constam medidas cautelares a serem cumpridas por cooperação policial e jurídica com Estados Unidos, Bélgica, Inglaterra e Emirados Árabes Unidos.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de R$ 38 milhões dos investigados.

De acordo com a PF, o nome da operação é Itamarã faz referência à comunidade indígena Tekoha Itamarã, de etnia Guarani, a qual utiliza o nome em referência a diamante.

 

Objetos e joias apreendidas em operação contra comércio ilegal de pedras preciosas — Foto: Divulgação/Polícia Federal de Piracicaba

Investigação

Segundo a Polícia Federal, há provas que a organização criminosa envolve fornecedores, clientes e instituições bancárias utilizadas para a engenharia financeira.

As investigações começaram no segundo semestre de 2020, quando informações recebidas pela Unidade de Inteligência da Polícia Federal em Piracicaba apontaram para a existência de uma organização criminosa que atuaria na extração mineral irregular, receptação qualificada e contrabando de pedras preciosas.

As primeiras informações foram confirmadas por meio da prisão em flagrante de um dos investigados quando embarcava no Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Dubai, transportando diamantes brutos sem a devida documentação fiscal, avaliados em mais de R$ 350.000,00.

Segundo a PF, em dezembro de 2020, uma nova carga pertencente a mesma organização criminosa foi interceptada no Aeroporto de Confins, pela Receita Federal, desta vez, barras de ouro com destino aos EUA.

Polícia Federal durante operação contra comércio ilegal de pedras preciosas — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Em mais uma oportunidade, mediante cooperação policial internacional com agentes da agência americana HSI (Homeland Security Investigations) da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, foi possível apreender com um dos integrantes da organização, ao ingressar nos EUA, cerca de quarenta diamantes brutos.

Foram identificadas negociações com pessoas nos países da China, Inglaterra, Bélgica, Emirados Árabes, Estados Unidos, Cingapura, França, Canadá, Gana, Namíbia, África do Sul, Espanha, Serra Leoa e Suíça, além da estruturada atuação em território brasileiro em diversos estados da Federação.

Entre os recursos criminosos utilizados estão a abertura de empresas, com o fim específico de emissão de notas fiscais falsas para enganar os órgãos de fiscalização, e a cooptação de empresas legítimas, devidamente regularizadas no Cadastro Nacional de Comércio de Diamantes Brutos (CNCD), para emissão de documentos falsos e viabilização da remessa das pedras ao exterior.

Por: Caroline Giantomaso e Helio Carvalho, g1 Piracicaba e Região

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