Imóvel no distrito de Ajapi funcionava como depósito e laboratório clandestino; mulher é presa em flagrante e armas são apreendidas
A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio de policiais da Central de Polícia Judiciária (CPJ) e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Claro, desarticulou nesta quinta-feira (9) um grande esquema de falsificação, adulteração e armazenamento de bebidas alcoólicas destiladas, no distrito de Ajapi, em Rio Claro.
A ação integra uma série de investigações em andamento em todo o país, diante do aumento expressivo de casos de intoxicação e mortes provocadas pela ingestão de bebidas alcoólicas falsificadas, algumas contendo metanol, substância altamente tóxica ao consumo humano.
Após informações oriundas de investigações conduzidas pelo DEIC da Capital, que resultaram na prisão em flagrante de um casal na cidade no dia anterior, os policiais civis receberam denúncia sobre a existência de um segundo imóvel utilizado como depósito e local de manipulação de bebidas adulteradas.
O imóvel, localizado na Rua Três, nº 325, onde anteriormente funcionava um cartório, estava sob responsabilidade de uma mulher de 30 anos, locatária do local. Com as chaves fornecidas por ela, os policiais realizaram buscas no interior do imóvel, onde encontraram grande quantidade de bebidas destiladas falsificadas, além de uma estrutura completa para produção clandestina.

As garrafas apresentavam rótulos mal confeccionados, ausência de selos do IPI, tampas irregulares e enchimento desigual, características típicas de produtos adulterados. Fotografias do material foram encaminhadas à Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), cujo representante elaborou laudo preliminar atestando a falsificação.
O local abrigava ainda uma sala isolada acusticamente, equipada com um tambor metálico de aproximadamente 500 litros, adaptado como um grande misturador elétrico, além de máquinas e insumos utilizados na preparação e envase das bebidas.
Durante a ação, também foram apreendidas armas de fogo e munições, agravando a conduta criminosa.
Diante dos fortes indícios de autoria, da ligação familiar com pessoas presas pelo mesmo crime no dia anterior e da condição de locatária do imóvel, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de falsificação e adulteração de produtos destinados ao consumo, crimes contra as relações de consumo, crime contra registro de marca e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Material apreendido
Munições e armas
09 munições calibre .32 intactas
01 munição calibre .32 long intacta
01 revólver marca Smith & Wesson, calibre .32 long, nº 653890, municiado
01 carabina em bom estado, sem marca e sem numeração aparente
Bebidas destiladas falsificadas (entre garrafas avulsas e caixas fechadas)
Red Label, Blue Label, Black Label
Chivas Regal (12, 18 e 20 anos)
Royal Salute 21 anos
Jack Daniel’s (tradicional, Berry, Coconut e Honey)
Old Parr
Gold Label
Buchanan’s
Ballantine’s
Smirnoff
Absolut Vodka
Grey Goose
Ciroc
Macallan 12 e Macallan 12 Double Cask
Tanqueray (Royale e Nº Ten)
Beefeater (London e Morango)
Passport Selection
José Cuervo
Malibu
Licor 43
Eternity Gin
Cardhu
Insumos e materiais para falsificação
06 galões de 50 litros cheios de substância alcoólica
49 galões de 50 litros vazios
01 tonel de 200 litros com líquido alcoólico
03 galões de 5 litros com líquido
Centenas de caixas com vasilhames de vidro vazios
Milhares de rótulos e selos de autenticidade
Incontáveis frascos de essências saborizantes
Caixas e embalagens para transporte e acondicionamento
Máquina de colocação de rosca em garrafas
Outros itens
Contrato de locação do imóvel
Etiqueta de remessa de produtos falsificados em nome de terceiro
Molho de chaves
Todo o material foi apreendido e encaminhado para perícia. A ocorrência foi registrada no 2º Distrito Policial de Rio Claro.
A operação evidencia o compromisso da Polícia Civil de São Paulo com a defesa da saúde pública, do consumidor e com o combate ao crime organizado, evitando que produtos potencialmente letais cheguem à população.





