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Bastidores da Política

CONFLITO DE INTERESSES NO DAAE

Nomeada Procuradora Jurídica do Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Rio Claro (DAAE) no início deste mês, a advogada Ana Maria Casagrande deu entrada, em maio de 2019, a uma ação monitória no valor de aproximadamente 450 mil reais para tentar receber honorários que não foram repassados quando exerceu o mesmo cargo durante toda a gestão do prefeito Du Altimari (MDB) e da vice Olga Salomão (PT), administradores do município entre 2009 e 2016.

Os valores reclamados, conforme informações disponíveis no processo 1005592-69.2019.8.26.0510, teriam origem numa execução fiscal contra a Santa Casa de Misericórdia. Houve um acordo de parcelamento das verbas honorarias, mas não teria sido cumprido a partir da mudança de governo.

A pretensão foi acolhida em parte e, depois de rejeitados seus embargos de declaração, Casagrande recorreu. “INTIME-SE a parte recorrida para que apresente contrarrazões, em quinze dias”, determinou o juiz André Antônio da Silveira Alcântara, titular da Vara da Fazenda Pública, no despacho publicado no Diário da Justiça Eletrônico de 17 de dezembro do ano passado.
Com o prazo, o recesso do Judiciário e a nomeação da reclamante como Procuradora do DAAE, instala-se um evidente conflito de interesses a ser solucionado pelo superintendente Osmar da Silva Júnior.

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Outra questão controversa envolve a própria investidura de Casagrande e de vários comissionados da autarquia. A Lei Complementar 91/2014 teve a inconstitucionalidade declarada pelo TJSP em janeiro de 2020, com modulação de 120 dias, valendo os efeitos do acórdão, portanto, desde maio.

 

DEMISSÕES SEM DIREITO A NADA

Informações repassadas à coluna por mais de uma fonte garantem que os 130 contratados por tempo determinado admitidos por prazo determinado no governo Juninho (DEM) e desligados na última sexta-feira (22) pelo prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) não receberão direitos trabalhistas e sequer os dias de serviços prestados ao longo deste mês.
“Independentemente de ser legal ou ilegal, eu tinha um contrato pela CLT”, declarou um dos demitidos que preferiu não ser identificado. Segundo ele, pessoas do setor de Recursos Humanos da Prefeitura e o próprio secretário de Administração, Rogério Marcheti – presidente do PSD – percorreram as sessões para comunicar que as dispensas ocorreriam sem direito a nada.
Embora essa modalidade contratual permita a demissão a qualquer momento, o que muita gente até agora não entendeu foi a submissão do Poder Executivo ao Ministério Público, sem qualquer processo e, menos ainda, sentença transitada em julgado. Tudo leva a crer que o Município será alvo de uma enxurrada de ações no Judiciário se, de fato, não pagar os salários e verbas rescisórias.
Isso tudo sem contar que muitos que foram parar no olho da rua trabalhavam em setores essenciais, entre eles Atende Fácil e delegacias de Polícia.
Foto – MARCELLO CASAL JR
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José Rosa Garcia

Colaborador

O colaborador é jornalista de vasta experiência. Atuou como Jornalista, chefe de redação e editor de jornais, correspondente do Jornal Estado de São Paulo e Assessor Político. Grande conhecedor da área atualmente escreve sobre politica.

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