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“Necessário, somente o necessário! O extraordinário é demais! Por isso é que essa vida eu vivo em paz…”

Música cantada pelo Urso Balu no Filme Mogli

A filosofia acima de um filme infantil dos estúdios Disney mostra bem o que boa parte dos brasileiros precisa viver atualmente… Conheço muito poucas pessoas que não estão usando cotidianamente a expressão “os preços estão pela hora da morte”. No supermercado, os preços puxados pela crise provocada pela chantagista greve dos caminhoneiros dispararam e há produtos, como o leite que, somada a sazonalidade, tiveram aumento de quase 100% no valor. É verdade, que muitas empresas, com um baixo nível ético, aproveitaram para majorar preços em função da greve, e, agora, de forma oportunista, não reduzem valores, como é o caso de muitos supermercados e muitos produtos.

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Uma coisa é certa, o País está em uma crise que se aprofunda cada vez mais e é necessário que as pessoas adotem medidas para que os orçamentos familiares não explodam. Reconhecer uma crise nem sempre é fácil. Adaptar-se às mudanças que ela exige, então, é ainda mais complicado. Mas é preciso olhar com seriedade para nossos bolsos, que têm um fundo, na maioria dos casos, e um fundo não muito profundo. E o que se pode fazer para viver melhor nesta realidade.

É fundamental adotar ações e comportamentos para sobreviver à crise econômica. É preciso se adaptar urgente a esta nova realidade e agir com inteligência e cautela financeira, para tentar passar por este momento sem sentir a crise de maneira tão forte. E o segredo é olhar para a profundidade de nossos bolsos e para o futuro, pois não adianta, neste momento, se está estável, trabalhar no limite da combinação da relação salário (receita)/despesa. Se isso está ocorrendo, é hora de, urgentemente, você repensar.
Não estou pregando aqui que nos imponhamos uma auto recessão, mas sim que hajamos com prudência. Em primeiro lugar, cada um precisa olhar para as suas necessidades diárias e racionalizar as despesas de suas casas, evitando consumo desnecessário de energia, etc. Voltando ao urso Balú urge usar somente o necessário, pois o extraordinário é demais e pode ser um caminho ruim para uma crise financeira pessoal.

Voltando ao supermercado, há uma grande quantidade de pessoas que tem o hábito de estocar ou comprar grandes quantidades de um mesmo produto. Pois bem, o momento é justamente de ir na contramão desse hábito. Durante a greve dos caminhoneiros, faltou produto e, pela lei da oferta e da demanda, os preços foram majorados. Pois bem, a oferta, na maioria dos casos, voltou, mas os preços se mantiveram elevados. Então se o consumidor comprar menos, haverá mais oferta do que demanda e, assim, a tendência é que haja uma redução de preços. Se os preços foram inflados artificialmente, essa atitude de mudança de hábito do consumidor pode ajudar a esvaziar esta bolha…

Fazer um orçamento familiar da relação receita/despesa pode ajudar a pessoa a enxergar melhor a sua situação, mas para isso, é necessário um rigoroso controle diário das despesas e até o cafezinho tem que entrar na planilha. E mais, é necessário o envolvimento da família. Não adianta os pais enlouquecerem para racionalizar os gastos enquanto os filhos vão na direção oposta e continuam torrando o dinheiro, até por não terem sido alertados da situação.

Quem é empresário está com a cabeça quente de como manter suas atividades. Por outro lado, quem é empregado enfrenta o medo de ser atingido com um incidente que pode mudar sua condição financeira, como perder seu emprego, empobrecimento ou uma emergência médica repentina, pode ser um pesadelo para qualquer um. São situações cuja recuperação é incrivelmente estressante. Em uma crise econômica, esse medo é potencializado pelo risco de perder tudo que você tem.

É fundamental lembrar que se você ainda não entrou na crise financeira, há tempo para medidas sólidas para evitar isso.

Paulo Toledo é Jornalista e Mestre em Comunicação Midiática, ambos pela Unesp-Bauru, especializado na área de economia, professor universitário, palestrante e escritor.

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